Quem apaga o incêndio da Uber?

 

Nesta semana, o jornal Meio & Mensagem publicou uma notícia enfatizando a crise em que a própria Uber provocou quando o CEO da empresa, Travis Kalanick, comentou sobre o “vínculo” com Trump e que se agravou quando a marca anunciou tarifas mais baixas em Nova York em plena greve de taxistas em protesto contra as medidas do presidente americano.

A medida, que a princípio seria só para se aproveitar de uma situação, foi encarada como afronta pelo público e motivou o movimento #DeleteUber, que, segundo a matéria, já levou mais de 200 mil usuários a abandonarem o aplicativo.

Vamos combinar: tinha necessidade? Qual será o prejuízo de 200 mil usuários a menos? Sem contar o estrago na reputação de uma marca que vinha demonstrando crescimento, ao decidir estabelecer vínculo com uma das figuras mais polêmicas do mundo.

Tem horas em que o silêncio é a melhor escolha. Não o silêncio, agora, da marca em não comentar os fatos ao ser procurada pelos jornalistas – pelo menos ao ter sido procurada pelo jornal autor da matéria. Mas o silêncio, no sentido de, no mínimo, manter suas estratégias de conquistar o público e evitar envolver-se em determinadas situações.

O CEO da Uber foi pressionado a sair do grupo de empresários que compõem o comitê econômico de Trump porque o público está muito mais interessado no comportamento das marcas do que muitas delas possam imaginar. O que elas fazem vai definir se continuam ou não a ser endossadas, consumidas e recomendadas. Decisões tomadas de forma errada, meras publicações com palavras inadequadas, sem análise, são capazes de manchar uma reputação em questão de minutos nas redes sociais.

Gestão de crises não significa só ter um plano para quando o incêndio começa. É ter um para que ele não aconteça. Algumas ações são óbvias, outras são tão óbvias que nem são lembradas, por isso a importância de um comitê gestor, composto pela assessoria de imprensa e por pessoas estratégicas do marketing e da diretoria da marca. Cada caso, cada demanda precisa ser analisada, mas, de preferência, para elaborar medidas preventivas.

Afinal, como diz o ditado, é mais prudente prevenir, do que remediar.

Se você tem alguma dúvida sobre Gestão de Crises, fique à vontade para interagir com a gente! Comente, compartilhe e curta os nossos conteúdos se você gostou.

#agentesefala

(Imagem: Portal Meio & Mensagem)

Camila Barini é diretora-executiva da Be on Press – www.beonpress.com

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